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Células Tronco – A luz da ciência e da religião

Qual o papel da Ciência no nosso meio? A Religião continua sendo o centro de todas as verdades? Qual o limite entre a Ciência e a Religião?
O que faz o ser humano se movimentar, evoluir, pensar, achar as soluções e transformar-se? Sem dúvida nenhuma, são as dificuldades, os obstáculos, as experiências geradas no calor do sofrimento. Os nossos próprios ancestrais aperfeiçoaram e buscaram outros recursos quando houve escassez dos alimentos, na mudança brusca de temperatura e do ambiente caminharam ao encontro de novas terras.

A necessidade de criar ferramentas e utensílios facilitou a luta diária e mesmo na criação da cultura ajudou o homem passar adiante seus conhecimentos.
Hoje a Ciência, através das pesquisas e metodologias sérias conquistou o seu espaço, a Religião luta na educação moral do indivíduo, assim, cada uma se responsabiliza por sua função podendo e devendo caminhar juntas de braços dados.
O que faz um tema ser tão acalorado como células-tronco? O que diz a Ciência a respeito deste assunto? Qual a posição da Religião sobre este tema? E o Congresso Nacional, o que tem a ver com tudo isto?

As células-tronco são classificadas como células primitivas, produzidas durante o desenvolvimento do organismo e que dão origem a outros tipos de células, elas podem ser encontradas nos embriões recém-fecundados (blastocistos), criados por fertilização “in vitro”, aqueles que não serão utilizados no tratamento da infertilidade (chamados embriões disponíveis) ou criados especificamente para pesquisa.
Também podem ser encontrados nos embriões recém-fecundados criados por inserção do núcleo celular de uma célula adulta em um óvulo que teve seu núcleo removido – reposição de núcleo celular (denominado clonagem); nas células germinativas ou órgãos de fetos abortados; nas células sanguíneas de cordão umbilical no momento do nascimento; em alguns tecidos adultos (tais como a medula óssea) e nas células maduras de tecido adulto reprogramadas para terem comportamento de células-tronco.
Existem duas formas de pesquisar as células-tronco, a embrionária que é um conglomerado de 100 a 200 células, chamada CTE, elas são consideradas (pluripotente), são células primitivas (indiferenciadas) de embrião que têm potencial para se tornarem uma variedade de tipos celulares especializados de qualquer órgão ou tecido do organismo e a célula-tronco adulta CTA (multipotente) que é uma célula indiferenciada encontrada em um tecido diferenciado, que pode renovar-se e com certa limitação, produzindo o tipo de célula especializada do tecido do qual se origina.

Segundo Mayana Zatz, professora titular de Genética, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), “a terapia com células-tronco poderá trazer para muitos pacientes a cura de doenças degenerativas, causadas pela morte prematura ou mau funcionamento de tecidos ou órgãos”.
A grande discussão é que alguns cientistas só querem fazer experiências somente com as células-tronco dos embriões recém fecundados com apenas cinco dias de formação, a verdade é que a legislação brasileira através do Congresso Nacional aprovou as pesquisas com células-tronco de embriões humanos, permitindo o uso dessas células para qualquer fim. Mas a lei de Biossegurança aguarda aprovação no Supremo Tribunal Federal.

Os cientistas que são a favor da CTE, alegam que as células-tronco embrionárias possuem o atributo da pluripotência, quer dizer que são capazes de originar qualquer tipo de célula do organismo, exceto a célula da placenta. Eles dizem que 90% dos embriões gerados em clínicas de fertilização e que são inseridos em um útero, nas melhores condições, não geram vida e os embriões de má qualidade, que não têm potencial de gerar uma vida, mantêm a capacidade de gerar linhagens de células-tronco embrionárias e, portanto, de gerarem tecidos. Comentam que as células-tronco embrionárias humanas podem produzir células e órgãos que são geneticamente idênticos, condição que ampliaria a lista de pacientes elegíveis para tal terapia, inclusive reduzindo de forma significativa a fila dos que aguardam por uma doação de órgão.
Estes mesmos cientistas, dizem que as células-tronco adultas têm uma capacidade de diferenciação menor que a embrionária. Por exemplo, uma célula-tronco adulta retirada do fígado de uma pessoa, terá a capacidade de se multiplicar em células do fígado desse indivíduo. E assim com as células adultas retiradas de outros tecidos. Já a célula embrionária é como um coringa, ela é capaz de se transformar em qualquer outro tecido do corpo humano, como ossos, nervos, músculos e sangue.

A Igreja Católica e outros grupos religiosos têm o apoio dos fiéis e de algumas associações civis na luta contra a pesquisa com as células-tronco embrionárias. Sua defesa argumenta que utilizar embriões para a extração de células-tronco é como se fosse praticado um aborto, já que o processo destruiria o embrião.
A Doutrina Espírita comprovada pela Ciência e composta pela Religião concorda com as outras religiões, quanto afirmam que desde a concepção existe a união da alma com o corpo, pergunta 445 (em “O livro dos Espíritos”) que Kardec faz ao espírito de Verdade, mas, na questão 356 o codificador da Doutrina pergunta. “Há crianças natimortas que não foram destinadas à encarnação de um espírito?”
“- Sim, há as que jamais tiveram um espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nelas. É somente pelos pais que essa criança nasce.”
No livro “Evolução Em Dois Mundos” na página 191, André Luiz também comenta sobre estes casos dizendo, que a mulher em provação de reajuste do centro genésico pelo abuso do aborto em outras existências, na vontade de ser mãe imprime nas células reprodutivas uma alta voltagem de atração magnética, formando assim, com a célula espermática um embrião frustrado.

No mesmo Livro de André Luiz só que no capítulo V chamado “Células e corpo espiritual”, nas páginas 43 à 46 o autor discorre sobre o funcionamento das células e suas adaptações, e que, iremos resumir este capítulo para melhor entendimento do leitor sobre o funcionamento das células.
As células são seres rudimentares a serviço do espírito tanto no corpo físico como no corpo espiritual, morrem e nascem todos os dias renovando-se continuamente, elas podem ter várias formas. Elas são pequenos motores elétricos microscópios com vida própria, cada uma com a sua função, trabalhando em favor do organismo na reprodução, na digestão, na respiração e fonação, na circulação, tendo também outras funções sob a disciplina das orientações da mente que lhes governam.

Diante do governo mental as células compõem os tecidos que constituem os órgãos, vigiado pelo sistema nervoso e controlado pelos hormônios, elas acabam sendo excitadas para certos fins. Perante o automatismo constituído há milênios, as células tomam aspectos diferentes seguindo as organizações a que servem, a inteligência humana influência o citoplasma da célula, que é o espaço intra-celular entre a membrana plasmática e o envoltório nuclear, ligando o elemento intersticial que é um líquido claro e transparente, designado por fluído que vincula as forças físicas e psíquicas somatizando-se no organismo, através das células, obrigando as mesmas ao trabalho à custa de repetições infinitas, torna-se perfeitamente automático para as unidades celulares na tarefa que a vida lhes assinala.

Neste ritmo geram efeitos automáticos, se uma célula for retirada de qualquer tecido, seja da epiderme ou do cérebro, ela permanece viva por muito tempo se for mergulhada em soro cuidadosamente imunizado e mantido na temperatura do corpo físico que é de 36,7ºC, tendo uma vida intensa, passados algumas horas, o soro se intoxica com a excreção produzida pelas células impedindo o seu desenvolvimento, se o líquido for renovado, as células continuam a crescer no mesmo ritmo de movimento, só que fora do governo mental elas perdem as suas devidas funções no organismo, e procedem no soro quais amebas em liberdade para satisfazer aos seus próprios impulsos.
Para finalizar o que é mais impressionante é o que André Luis já falava em 1958, na página 46 do livro “Evolução Em Dois Mundos” sobre as células:
“Fenômenos explicáveis – Dentro do mesmo princípio de submissão das células ao estímulo nervoso, é que a experiência de transplante dos tecidos de embriões entre si, com alguns dias de formação, pode oferecer resultados surpreendentes, de vez que as células orientadas em determinado sentido, quando enxertadas sobre tecidos outros “in vivo”, conseguem gerar órgãos extras, em regime de monstruosidade, obedecendo à determinação especializadas resultantes das ordens magnéticas de origem que saturavam essas mesmas células”.

Cabe à sociedade composta por estes mesmos religiosos, cientistas, parlamentares e toda a nação brasileira, analisar os fatos com bom senso, usando a luz da razão para chegar a uma conclusão plausível, sem descartar os argumentos da religião e muito menos menosprezar as pesquisas da ciência, porque ambas são importantes ferramentas nas mãos do Criador para a melhora do homem, as duas lutam pela vida humana.

Sobre o C.E. Seareiros de Jesus

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